O que não pode no mundo real, não pode no mundo virtual”: Moraes dispara recado afiado a influenciadores no STF
A frase ecoou pelos corredores do Supremo Tribunal Federal e viralizou instantaneamente: “O que não pode no mundo real, não pode no mundo virtual”. O autor do recado direto foi o ministro Alexandre de Moraes, que, em tom firme e incisivo, falou diante de um grupo seleto de 26 influenciadores digitais durante a segunda edição do evento Leis e Likes: o papel do Judiciário e a influência digital.
Moraes não poupou palavras. Defendeu que as mesmas regras que valem nas ruas devem valer também nas redes sociais, alertando que crimes cometidos atrás de uma tela não podem se esconder sob a capa da liberdade de expressão. “O ambiente digital não é terra sem lei”, cravou o ministro, em clara referência à resistência de algumas plataformas em se adequar às legislações nacionais.
Plataformas na mira
Durante o encontro, Moraes reforçou que empresas de tecnologia devem ser responsabilizadas por conteúdos ilegais que hospedam, lembrando que o STF já decidiu, em junho, que redes sociais podem responder judicialmente se não retirarem conteúdos ilícitos após notificação extrajudicial.
“Não basta apagar depois que vira escândalo. O dano já foi feito”, alertou.
Proteção de menores e papel das famílias
O ministro também expôs uma preocupação crescente: a exposição de crianças e adolescentes nas redes. Ele comparou a dificuldade dos pais de hoje com a de décadas atrás, lembrando que, mesmo nos espaços físicos, sempre houve limitações para controlar por onde os filhos andavam — e que, no mundo virtual, esse desafio é ainda maior.
Desinformação e discurso de ódio
Em outro momento do evento, Moraes foi categórico ao afirmar que líderes políticos, religiosos e financiadores que incentivam ataques e propagam fake news devem ser responsabilizados criminalmente. Para ele, discurso de ódio não é opinião: é agressão.
Além do tom combativo, Moraes reconheceu que o Supremo ainda precisa aprender a se comunicar melhor, inclusive nas redes sociais. Para ele, aproximar a linguagem jurídica do cidadão comum é fundamental para fortalecer a confiança nas instituições.




